Palestra Edison Belini - ANICER

FEICON CERÂMICA VERMELHA    
SOLENIDADE DE ABERTURA - CONSTRUÇÃO E INVESTIMENTOS


A abertura do 33º Encontro Nacional da Indústria de Cerâmica Vermelha, realizada no Salão Nobre da Fiesp, marcou o inicio das atividades, apresentando São Paulo e sua multiplicidade, com ênfase à indústria da construção civil e cerâmica, através da presença de autoridades, ceramistas e convidados.
Compuseram a mesa principal o presidente da Fiesp, Horacio Lafer Piva, o presidente da Anicer, César Vergílio Oliveira Gonçalves, o Vice-presidente do Sindicato da Indústria da Cerâmica de São Paulo, Sylvio Alves de Barros Filho e o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, além do senador, Renildo Santana, o diretor regional do Senai/SP, Luis Carlos de Souza Vieira e o superintendente de Negócios da Caixa em São Paulo, Augusto Bandeira Vargas.
Também participaram da Mesa das Autoridades os presidentes da Associação das Cerâmicas Vermelhas de Itu e Região, José Leis, Associação das Cerâmicas de Tatuí e Região, Constantino Frollini Neto, e o Vice-presidente da Associação Latino Americana de Tubos Cerâmicos, Ralf Luiz Perrupato, além do presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, Cláudio Conz.
Construção e crescimento
O presidente da Fiesp, Horacio Lafer Piva, destacou a liderança da Anicer e discursou longamente sobre o setor e suas peculiaridades. Ele lamentou a falta de apoio das autoridades ao segmento e diagnosticou os caminhos para a retomada do crescimento. “A cerâmica vermelha, assim como toda a construção civil, necessita de uma queda na taxa básica de juros e cada vez mais disponibilidade de crédito para aumentar a demanda por materiais na ponta, no consumidor final”, completou.
Piva salientou também que a Fiesp, juntamente com a Firjan, Senai e Sebrae, estão somando esforços para o crescimento do crédito no setor de cerâmica vermelha. “Estamos fazendo esforços neste sentido, já que sem uma construção civil forte o País não pode crescer”, disse o empresário.
Como reconhecimento ao trabalho realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Anicer e o Sindicato anfitrião entregaram uma placa de agradecimento pelo apoio e ações concretizadas no Sistema.
Recursos para o crescimento
O presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, abriu seu discurso chamando o presidente da Anicer de “colega e também companheiro”. Após a homenagem, ele lembrou que o Encontro já mostrou ser vantajoso. “Um setor com 12.000 indústrias espalhadas pelo País necessita de apoio. Eventos como este são importantes, principalmente, se lembrarmos que o 32° Encontro possibilitou a criação da reunião dos Laboratórios de Cerâmica Vermelha do Senai e novas unidades”, lembrou Gouvêa Vieira.A palestra inaugural, realizada pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, abordou a habitação no Brasil, os desafios e a necessidade de atitudes.
“Há este ano cerca de R$ 20 bilhões liberados pelo governo para a construção civil, se levarmos em conta o dinheiro do FAT, do Cide, do Fundo Habitacional, além do dinheiro do Ministério das Cidades para o saneamento básico. Para quem teve menos de R$ 6 bilhões liberados no ano passado, já é um começo”, analisou Safady.
Ele cobrou, porém, agilidade das autoridades na liberação dos recursos. “Não podemos fazer como em 2003, quando 80% da verba liberada foi para a compra de imóveis prontos. Este ano, até este momento, menos de 5% do dinheiro disponível foi levantado para o setor da construção civil. Não pode haver essa morosidade ou burocracia para um setor que necessita com urgência dos recursos”, finalizou.
FEICON CERÂMICA VERMELHA - SUPERA EXPECTATIVAS COM CERCA DE 10 MILHÕES EM NEGÓCIOS FECHADOS
A abertura da Feira Internacional da Indústria da Construção, edição 2004, foi marcada pela inserção de um novo setor: a cerâmica vermelha. Pela primeira vez o segmento estava organizado e agrupado em um espaço próprio, tendo como centro o estande da Anicer.
“O custo-benefício da cerâmica vermelha é sensacional. Atende tanto a demanda por moradias quanto ao mercado mais sofisticado. Pela primeira vez, o setor será visto em bloco. Isso não é apenas boa ação e cidadania, é execução e desenvolvimento de negócios”, afirmou o presidente da Alcântara Machado, José Rafael Guagliardi, na abertura da Feira.
A participação também ajudou no crescimento do número de visitantes - 166 mil pessoas estiveram no Anhembi nos cinco dias de evento. Segundo a diretora de Negócios para a América Latina da Alcântara Machado, Patrícia Lucione, a presença da cerâmica vermelha contribuiu para isso. “O Mercosul é o principal cliente internacional do Brasil em compras de materiais para a construção civil. Com o crescimento da feira e o setor de cerâmica organizado, tivemos um aumento de pelo menos 15% no número de visitantes estrangeiros a Feicon”, disse a diretora.
Como aconteceu com o colombiano Maurício Fajardo, engenheiro de soluções construtivas da Cerâmica Santa Fé, líder de mercado na Colômbia, que veio ao Brasil com a intenção de fechar a compra de máquinas. “O evento da Anicer foi muito providencial, pois nos possibilitou conhecer um pouco do setor no Brasil e, de quebra, a compra de novas máquinas”, afirmou.
Oportunidades
A participação nesta primeira edição, que gerou cerca de 10 milhões em negócios fechados, foi marcada pelas Cerâmicas Seis, Selecta/Uralita, Coração de Jesus/Cláudio Vogel/São José/Vila Romana, Gresca e Ziegel, e as empresas Equipaobra, Verdés, Betiol, Manfredini e Schianchi e Habikits, além dos Laboratórios Falcão Bauer e Cetec da Fundação Paulista. Grandes apoiadores desta ação -CNI, Senai/SP e Departamento Nacional e a Caixa Econômica Federal não poderiam deixar de estar presentes.
“Durante a Feicon Cerâmica Vermelha foi possível fechar negócios em uma quantidade que demoraríamos quase seis meses em nosso escritório”, disse o diretor Comercial da Habikits, Sérgio Galhera, satisfeito com o resultado da feira.
A rotatividade e a movimentação dos diversos participantes também chamaram a atenção dos expositores. “O primeiro dia foi mais calmo, afinamos nosso atendimento e reconhecemos o público que teríamos. Já no segundo, tivemos uma avalanche de gente, muitos técnicos e profissionais da construção, um público bem qualificado. No final, a visitação teve um perfil mais familiar, de pessoas que vieram conhecer novidades ou se inteirar sobre como funcionam as máquinas ou certos detalhes na cerâmica vermelha”, afirmou a engenheira do Laboratório Falcão Bauer, Fabiola Rago.
Perspectivas
Para Ignácio Villaroel, consultor em Construção Civil de El Salvador, a Feicon Cerâmica Vermelha é um avanço que leva consigo toda a América Latina. “Todos saímos beneficiados por esse novo bloco da feira. A tendência é de que, quem veio apenas ver como seria a parte de cerâmica vermelha, venha na próxima edição bem mais decidido a fazer negócios”, finalizou o visitante.
De acordo com o presidente da Anicer, César Gonçalves, a Anicer e seus parceiros trabalharam com afinco para o sucesso desta ação. “Para uma primeira edição, principalmente por se tratar da maior Feira da Construção Civil da América Latina, os resultados estão excelentes. Estiveram conosco os grandes parceiros e investidores da cerâmica vermelha. Na próxima esperamos dobrar o número porque os presentes saíram muito satisfeitos com seu desempenho. Nosso setor merece uma vitrine deste porte em um mercado cada vez mais competitivo”, afirmou.
FÓRUM OLHANDO PARA O FUTURO- INTERVENÇÕES, PALESTRAS E PAINÉIS
Em dois dias, perto de 250 participantes puderam expandir seus conhecimentos e traçar novas metas a partir do Fórum “Olhando para o Futuro”. Palco de uma grande sinergia entre ceramistas, pesquisadores, técnicos, consumidores, estudantes e demais profissionais, o evento, através dos temas apresentados, mostrou novos paradigmas e a necessidade de mudanças. Leia nas próximas páginas.
Arte leva ao empreendedorismo pessoal
O Fórum “Olhando para o Futuro” foi aberto com a intervenção artística de Helena Kavaliunas. Em telas brancas, ceramistas e demais participantes usaram tintas para expressar o primeiro pensamento formado ao olhar o tecido branco.
“Todo dia na empresa sua vida é como uma tela em branco. Você dá duas cores: a forma como trata os clientes e a maneira como resolve os problemas, como produz. O resultado é como esta pintura. Eu me surpreendi, porque ficou tão bonita a tela, nem parece que eu fiz”, afirmou Siegfried Modis, presidente do Sindicato das Indústrias Cerâmicas e Olarias de Nova Santa Rosa (PR).
A presidenta do Sindicato das Indústrias de Cerâmica de Penápolis (SP), Edna Mirian Silva Garcia, que teve seu quadro elogiado, comparou a experiência ao trabalho como empreendedora de produtos cerâmicos. “Ser ceramista no Brasil é ser artista. É preciso dar cores comercialmente, enxergar a demanda. Foi uma descoberta de empreendedorismo pessoal”, comentou.
PBQP-H/PSQ - Exigência e preocupação com a qualidade
A coordenadora Nacional do PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat), Maria Salette Weber, falou sobre a busca por normatização e a crescente garantia de qualidade para toda a cadeia da construção civil. “Para atingir plenamente suas metas, o Programa deve estar alinhado com seus parceiros, que são todos os que compõem a cadeia produtiva da indústria da construção. Em seguida, deve estar afinado com os anseios e aspirações da sociedade brasileira, cada vez mais exigente e preocupada com a qualidade dos materiais e serviços do imóvel que adquire”, disse Salette.
Segundo ela, o sucesso da iniciativa ocorre porque diversos segmentos da indústria da construção civil estão exercitando uma forma diferente de dialogo, capaz de equacionar seus problemas a partir de uma visão centrada na idéia de cadeia produtiva.
No final da palestra, a coordenadora do PBQP-H disse que o objetivo maior seria o de criar PSQs para o futuro, intersetoriais, que pudessem englobar regras de qualidade para todo um processo de produção desde a matéria-prima até a casa acabada.
PSQ Blocos Cerâmicos
Na palestra do co-gerente do PSQ, Vernei Luis Grehs, foi explicado o processo de adesão para participação efetiva das empresas. Ele ainda orientou os presentes e explicou que a ação pode significar mudanças na linha de produção.
No PSQ, as empresas terão seus produtos ensaiados por um laboratório para confirmar que estão produzindo de acordo com as normas técnicas. Já os Sindicatos e Associações compro-metem-se a trabalhar conjuntamente com a Anicer, empenhando-se na obtenção de dados para os indicadores e na divulgação das metas junto aos produtores e consumidores.
Para melhor disseminação da qualidade será montado um índice de conformidade, criado com as informações do fundo de combate a não conformidade intencional e a listagem geral de participação das empresas. Laboratórios credenciados no Inmetro ou qualificados provisoriamente (2 anos) por um Organismo Certificador são imprescindíveis para o sucesso do PSQ.
Normas Técnicas avançam
Antonio Carlos Gomes Pereira, secretário das Comissões de Estudos da ABNT, falou sobre como estão sendo definidas as exigências e padrões para as telhas e blocos cerâmicos. “Há um conceito de rentabilidade no uso. Por exemplo, qual a quantidade de telhas utilizada para cobrir um metro quadrado”, explicou o secretário.
Outro fator importante é a padronização das galgas, para que se possa trocar uma peça sem a necessidade de mexer nas telhas ou em todo o telhado. Assim como a padronização da estrutura de madeira, do aço ou de outros materiais nos quais serão colocadas as telhas. “Grande parte dessas normas deve estar pronta ainda este ano”, explicou Antonio Carlos.
Relação entre produtores e revendedores
O presidente da Anamaco, Cláudio Conz, falou de forma bem humorada, do estreitamento de relações entre produtores e revendedores. Ele afirmou que a revenda representa hoje quase dois milhões de empregos, 105 mil lojas pelo país, e a distribuição de 77% da produção brasileira de produtos para a construção.
“É preciso enxergar o sonho do consumidor de material para construção. Nosso comprador não compra telha, nem tijolo, ele compra uma casa, um aconchego, um sonho. Dentro desse sonho há a demanda por muitos produtos, por isso eles devem ser cada vez mais bonitos e melhor acabados” disse Conz.
Segundo o presidente da Anamaco, o consumidor de hoje quer tudo instalado e pronto. Cerca de 30% do faturamento das lojas nos próximos cinco anos virão de serviços de instalação.
“O principal desafio é trabalhar com o marketing, porém com a realidade. E a realidade é que não há renda. Quem comprava três sacos de cimento há dois anos, hoje compra dois. Quem tinha prazo de seis meses para construir hoje estende para um ano. E não podemos esperar pela renda maior. É preciso brigar já com o que temos. É preciso reduzir custos na produção e vender mais barato, gastando cada vez menos na produção”, desafiou o presidente da Anamaco.
Sistema de simulação de preços
A engenheira e pesquisadora Marina Rodrigues Brochado, professora do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (Cefet/RJ), falou sobre o Ceramik, software desenvolvido para calcular e organizar vários pontos da produção e gestão da indústria cerâmica.
Ela explicou que é preciso ter um controle exato do que acontece na empresa e que com a ajuda do sistema é possível diagnosticar problemas na fabricação, reduzir os custos e propiciar mudanças planejadas no ritmo de produção ou no tipo de peça produzida.
“O objetivo é mostrar os pontos da produção que acarretam em gastos altos que são extremamente desnecessários. Na Alemanha, uma grande cerâmica usa cerca de 10 pessoas, aqui uma pequena cerâmica usa até 80. E não há conhecimento do gasto hora/máquina. Muito é feito na intuição”, completou.
Reposição Florestal
O ambientalista Afrânio César Migliari, da ONG Harbora, falou do risco de um apagão florestal, de como é preciso transferir a responsabilidade de reflorestamento para reais responsáveis, que são os pecuaristas e agricultores. Ele destacou ainda a necessidade de estar atento para que o dinheiro das empresas não seja gasto em outras coisas, como em reflorestamento de matas que não poderão mais ser usadas para o corte.
“Existe um esforço do atual Ministério do Meio Ambiente no sentido de reconstituir as florestas permanentes - que não poderão ser mais cortadas - que foram desmatadas de forma errada. Mas isso não pode ser feito com o dinheiro que a indústria paga para garantir no futuro a lenha para sua produção. Isso seria o risco de um futuro apagão florestal”, disse Migliari.
Ele também falou da inadequação das linhas de crédito que existem hoje para o reflorestamento. “As linhas do Banco do Brasil, por exemplo, são inacessíveis. Não há uma carência adequada que atenda o tempo correto de crescimento das árvores. Simplesmente a carência acaba não acontecendo na prática”, disse.
Conhecimento das matérias-primas
“Muitas vezes você possui uma matéria-prima muito boa e próxima da sua fábrica”. Assim, o professor do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande Norte, Otacílio Oziel de Carvalho, deu início a sua palestra sobre o conhecimento e diferenciais da matéria-prima. O objetivo era mostrar que o ceramista é responsável pelo que produz e também pelo que deixa de ganhar.
“O prejuízo pode vir da seguinte forma: muitas vezes a matéria-prima tem um defeito que precisa ser reparado antes da produção, e o ceramista passa anos investindo em máquinas diferentes, culpando funcionários, e o problema, real causador de prejuízo, é o não conhecimento de sua matéria-prima”, ensinou o especialista.
Ele explicou que a argila fica vermelha até mais ou menos os 700º, depois disso ela começa a ficar branca. Somente após os 1000º é que ela fica vermelha novamente, e muito mais resistente a trincas. “Muitas vezes o seu concorrente está fazendo um tijolo muito fraco, só que bem vermelho, como as pessoas gostam, e por isso consegue vender mais barato. É preciso conhecer este processo para tomar decisões comerciais e atender de forma correta e segura a demanda da sua região”, completou.
Alvenaria de Vedação e Estrutural
Para fechar o primeiro dia do Fórum foi apresentado o painel “Atualidade da Cerâmica Vermelha na Construção Civil I”, com três explanações sobre alvenaria estrutural, de vedação, projeto, cálculo e a racionalização da obra. A primeira foi ministrada fê-la arquiteta Monserrat Dueñas Peña que mostrou desenhos e projetos de um imóvel feito com blocos para alvenaria. Ela explicou a necessidade de precisão do desenho da fiação e encanamentos, antes de se começar a construção com este tipo de blocos.
“Também é uma questão cultural. Cada vez queremos quebrar menos e utilizar coisas prontas, que nos poupem trabalho e principalmente dinheiro. Independente da alvenaria estrutural, toda obra, se bem trabalhada no desenho, despenderá bem menos dinheiro para o construtor. E no caso da alvenaria estrutural, a economia e praticidade são os pontos fortes”, explicou Monserrat.
Já os engenheiros Cláudio Creazzo Puga e Marcus Friederich dos Santos se concentraram na explanação de que a alvenaria estrutural, embora inovadora e econômica, deve ser respeitada apenas com um sistema a mais no mercado.“A alvenaria estrutural requer o cuidado de você estar ciente de que a parede está servindo como estrutura, e não pode ser quebrada para reforma. Uma vez respeitado este cuidado, você verá que os benefícios não se limitam à imensa economia feita na obra. Nunca mais será preciso quebrar uma parede para reparar um cano ou uma fiação”.
Usando o marketing para alavancar as vendas
“Uma empresa tem duas e apenas duas funções básicas: inovação e marketing. As duas ações produzem resultados. Todo o resto representa custos”, assim o consultor Edison Belini abriu sua palestra. Ele explicou que as empresas vivem um momento de competitividade mercadológica e que devem colocar sua marca, produtos e serviços na mente do cliente.
Deve haver também um cuidado especial com o Departamento de Vendas, porta de entrada da empresa, agindo com uma postura ativa, primando pela qualidade e estando permanentemente atento as características do produto e necessidades dos consumidores.
Ele afirmou ainda que existem três tipos de empresários e profissionais: que fazem as coisas acontecerem, aqueles que observam e os que sequer sabem que existe um processo de mudança.
Gás Natural como alternativa à lenha
As previsões do mercado energético para que a construção civil se organize são muito otimistas. O representante da Comgás Natural, de São Paulo, André Lopes de Araújo, fez suas apostas sobre a cerâmica vermelha.
“Hoje é muito difícil competir com a lenha. Isso porque não há pólos totalmente organizados de produtores de cerâmica vermelha, o que impede a venda do gás natural a um custo baixo e competitivo. A Comgás, porém, não pode ignorar este mercado imenso que é a cerâmica vermelha, e prevemos que, em cinco anos, os produtores estarão bem mais organizados, devido a iniciativas como estas da Anicer, e aí então seremos uma alternativa real à lenha”, disse.
Segundo ele, 75% do gás natural do Brasil é utilizado por fábricas, diferentemente da Argentina e da Europa, onde um percentual grande é usado para o aquece-mento das casas. “Temos que crescer em direção à industria, que sempre será a grande consumidora do gás natural”.
Fiesp detecta 533 concentrações de possíveis Arranjos Produtivos Locais
A parceria Bradesco/Sebrae/Fiesp já detectou 533 concentrações industriais com características dos Arranjos Produtivos Locais (APLs). Entre eles está o pólo de ceramistas de Vargem Grande (SP). A finalidade do programa é ampliar a produtividade e a competitividade das empresas fixadas em pólos industriais do interior do estado.
As instituições estão disponibilizando verbas (em ações para facilitar o acesso ao crédito pelo pequeno empresário), equipamento e pessoal para dar suporte ao projeto. O Sebrae, por exemplo, será responsável pelas áreas de gestão empresarial, tecnologia industrial, mercado e vendas.
“O princípio é o de detectar a forma de produzir de cada segmento, para daí formular a melhor orientação para o trabalho conjunto”, disse Renato Corona Fernandes, da Fiesp.
Caixa defende cálculo seguro
As exigências da Caixa Econômica Federal para financiar a construção de unidades habitacionais estão focadas na relação da cerâmica e dos cálculos com blocos para alvenaria estrutural. Segundo o engenheiro Luiz Zigmantas, isso acontece porque a alvenaria estrutural é um dos poucos sistemas construtivos que permite um cálculo seguro.
“Os projetos habitacionais da Caixa prevêem a utilização de bloco estrutural de espessura mínima de 9cm para casa térrea, e de espessura mínima de 11cm para o bloco não estrutural. Como a Caixa pretende investir muito nessa área, a normatização atende a um mercado já com demanda interessante”, finalizou Zigmantas.
Bloco cerâmico - CDHU
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo (CDHU) já assinou com prefeitos de cinco municípios, oito convênios para a produção de 297 casas em regime de autoconstrução. A iniciativa conta com recursos da ordem de R$ 3,1 milhões do Governo do Estado de São Paulo e beneficiam a população de baixa renda, moradores de favelas e áreas de risco.
Os programas são realizados em parceria com as prefeituras e com a população beneficiária, sendo de responsabilidade das prefeituras a doação do terreno com toda a infra-estrutura, a compra das cestas de material de construção e a administração das obras, que são executadas pelos futuros moradores, em regime de autoconstrução.
Para José Emílio de Barros a maior utilização da cerâmica vermelha deverá ocorrer com a normatização. “Há muita qualidade no produto, a padronização trará cada vez mais a participação em projetos como estes”, disse ele.
Tubos cerâmicos no lugar do PVC
“Há alguns anos o PVC e o cimento tem tomado o mercado de tubos cerâmicos, porém os compradores estão avaliando sua falta de durabilidade e muitas prefeituras estão trocando o PVC por tubos de cerâmica vermelha. Afinal, os tubos cerâmicos podem durar mais de cem anos”, avaliou Antonio Lívio Jorge, da AA Projetos de Engenharia.
Para ele, o essencial agora é solidificar a presença no mercado, com produtos como o Tape Ware, apelido dado à peça que serve como liga de tubos de cerâmica, e deixa o processo de instalação mais prático. “Dessa maneira, evoluímos no caminho do PVC, que se vende por ser mais prático e leve de se colocar”, completou.
NOTÍCIAS DA ANICER
Cerâmicas de Mato Grosso trabalham para qualidade com o objetivo de desenvolver ações planejadas para o aperfeiçoamento do setor de cerâmica no Mato Grosso, incluindo as empresas e seus produtos nas normas nacionais de conformidade e qualidade, foi realizado no último dia 11 de maio, o 1º Encontro Mato-grossense da Indústria de Cerâmica Vermelha, em Cuiabá, no Centro de Educação e Tecnologia do Senai - Fiemtec.
Entre outros importantes temas, os empresários conheceram e discutiram o Programa Setorial da Qualidade - Blocos cerâmicos, esclarecendo suas dúvidas e formas de participação, através de palestras do assessor da Qualidade da Anicer e do presidente da Associação, César Gonçalves. Na ocasião foi lançado o Qualicer (Programa de Qualidade e Atendimento as Indústrias de Cerâmica Vermelha do Estado do Mato Grosso), iniciativa regional que servirá de apoio para o desenvolvimento integral das ações do PSQ e da adequação as normas técnicas vigentes.
Instituições ligadas a mineração se reúnemO diretor da Área Ambiental, Henrique Wilhelm Morg de Andrade, representou a Anicer em reunião na Federação das Indústrias do Estado de Goiás, em Goiânia, no último dia 14 de maio. O grupo de trabalho formado por entidades nacionais ligadas à pequena mineração, entre elas - Anicer, Anepac, Abirochas, Abracal, Abinam e IBRAM, vem discutindo a possibilidade de unificar ações, com a articulação de agenda política nacional, Meio Ambiente, CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), Marketing, Código de Mineração, entre outras atividades em análise.
V Semana da Construção Civil do Senai CamposO Ciclo de Palestras, promovido pelo Senai/RJ, com o apoio da Anicer, do Sindicato da Indústria Cerâmica de Campos (RJ), entre outras, foi realizado entre os dias 27 e 29 de abril último. A cerâmica vermelha foi abordada pelo pesquisador e professor Odilon Pâncaro Cavalheiro, da UFSM, que ministrou a palestra “Alvenaria Estrutural com Blocos Cerâmicos” para uma platéia de construtores, projetistas, engenheiros, arquitetos, professores, consultores e técnicos da construção civil.
II Encontro Nacional dos Programas da Qualidade da ConstruçãoNos dias 22 e 23 de abril, foi realizado em Florianópolis (SC), o II Encontro Nacional dos Programas da Qualidade da Construção que teve como tema principal a integração dos Programas Setoriais da Qualidade, a partir da discussão de uma visão nacional para o PBQP-H. Além de palestras ministradas pela Caixa Econômica Federal e Ministério das Cidades, os ceramistas presentes participaram do Grupo de Trabalho da Cerâmica Vermelha, assistindo a apresentação sobre o PSQ Nacional dos Blocos Cerâmicos, onde tiveram a oportunidade de sanar suas dúvidas.
“O evento foi muito proveitoso, principalmente porque foram fixados os conceitos de qualidade e do Programa Setorial . Acredito que este evento é mais uma mostra do quanto a inserção das empresas no PSQ e, conseqüentemente no PBQP-H, auxiliará no crescimento do setor”, explicou o co-gerente do PSQ, Vernei Luis Grehs.
REUNIÃO DA ANICER - CONGREGA TODAS AS REGIÕES
Antes da abertura inicial do 33º Encontro, Presidentes de Sindicatos e Associações de Cerâmica, Membros de Diretoria e demais associados da Anicer lotaram um dos auditórios da Fiesp. Durante cerca de quatro horas, a direção da Anicer apresentou propostas que foram amplamente debatidas pelos Estados, além de outros temas trazidos pelas lideranças do setor, projetos, conquistas recentes em favor da classe e a avaliação econômica e produtiva do momento.
Após a leitura das atas das últimas reuniões, o presidente, César Gonçalves, falou sobre a ação coletiva contra o Sistema Confea/Crea que está sendo ingressada. O trabalho vem sendo desenvolvido pela Associação e deis de empresas, após o resultado positivo de ação do Sindicato gaúcho das cerâmicas contra o Crea/RS, barrando exigências e o recebimento de multas que estavam se tornando abusivas.
Segundo a advogada contratada pela Anicer, Adriana Batista, houve uma primeira vitória, e agora o Sindicato está acionando todas as instâncias do CREA que já emitiram multas. A intenção é a de que outros conselhos técnicos não tomem medias abusivas a fim de fazer caixa sobre a atividade de pequenos ceramistas.
“É importante a discussão sobre este amparo legal. Pois, o pequeno fabricante de cerâmica vermelha não tem voz ativa e necessita de orientação correta, amparada em experiências, derrotas ou êxitos de ações em todas as regiões do País”, disse o presidente da Anicer.
Enquadramento no Simples
A elevação do teto de faturamento das empresas enquadradas no Simples também foi tema de discussão. O atual valor impede que pequenas empresas cresçam. Segundo os ceramistas, seria necessário um teto maior que representasse uma ponte segura para o desenvolvimento sem risco.
Segundo Sylvio Alves de Barros Filho, diretor da Área Econômica e Fiscal da Anicer, os técnicos do governo sinalizaram que o aumento do teto de faturamento do Simples ocorrera logo, por isso os ceramistas devem acompanhar o processo.
O fechamento de empresas em São Paulo foi outro assunto que preocupou os ceramistas. “Nos últimos três anos, 221 indústrias de cerâmica fecharam as portas e cerca de 12 mil pessoas perderam o emprego. Devido a falta de normatização, estamos saindo do mercado”, disse Constantino Frollini Neto, presidente da Associação das Cerâmicas de Tatuí e Região.
Para o senador e ceramista Renildo Santana, a palavra de ordem para o setor é união. “Só assim começaremos um caminho firme, juntamente com autoridades, políticos e administradores, para um crescimento sólido”, disse.
LABORATÓRIOS DO SENAI - AMPLIAM DISCUSSÕES PARA ATENDER O SETOR
Durante o 2º Encontro Nacional de Laboratórios de Cerâmica Vermelha do Senai um dos principais assuntos foi a busca por autosustentabilidade, entre outros temas, para a efetivação da rede de Laboratórios do Senai de todo o Brasil. O evento, realizado com o objetivo de aprimorar os serviços oferecidos às cerâmicas, foi promovido pelo Senai-DN e a Anicer, reunindo representantes de várias unidades dos Estados, como RJ, SP, RS, SC, MG, BA, AL, MA, PI, TO, MT, MS e PE.
Passado um primeiro momento, com a criação de uma política de fortalecimento dos novos laboratórios, que ocorreu no Encontro do ano passado, no Rio de Janeiro (RJ), o Senai quer promover novas possibilidades técnicas e financeiras.
“Faremos uma coleta de dados e um mapeamento das atividades de todos os laboratórios. A partir disso, focaremos a orientação nos pontos deficitários. A idéia é que os ensaios paguem as atividades realizadas”, disse Oscar Khoiti Ueno, do Núcleo de Tecnologia Cerâmica do Senai, de São Paulo.
Preparando-se para o PSQ
Hoje, a Rede é formada por 14 laboratórios, sendo três deles credenciados ao Inmetro (RJ, SP e SC), que atendem aos ceramistas de todo País. A previsão é que o número cresça nos próximos anos com a criação de espaços para ensaios no Rio Grande do Sul, Maranhão e Bahia.
A expansão, que também prevê a certificação de todos os laboratórios do Senai, tem como objetivo maior o atendimento ao Programa Setorial da Qualidade, que marca a participação das indústrias de cerâmica vermelha no Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat (PBQP-H), do Ministério das Cidades.
“O Encontro consolidou a formação de uma Rede que irá apoiar o PSQ, principal meta e justificativa para o trabalho dos labora-tórios”, finalizou o gerente de Produto da Construção Civil do Senai/RJ e coordenador da Rede, Bernardo R. Schlaepfer.
CURSO DO SENAI PREPARA PARA MUDANÇAS
“Tudo o que disse está certo, porém tendo um percentual fora do recomendado, você está perdendo uma produção mais rentável. Isso não pode ser modificado com ajustes nas máquinas, e sim mudando o seu modo de pensar toda a produção”. A resposta do professor Amando Alves de Oliveira, da Escola Senai Mario Amato (SP), a produtores do Recife é um exemplo do conteúdo ministrado.
Durante dois dias o curso “Produtividade, Modernização e Melhoria na Indústria de Cerâmica Vermelha”, levou para 110 participantes conceitos e reflexões sobre a fabricação de produtos, normas técnicas, eficiência energética e o Programa Setorial da Qualidade.
Básico e essencial
Amando começou pela matéria-prima básica, explicando a necessidade de se conhecer a argila trabalhada e de fazer os ensaios da forma correta. Ele destacou ainda que a preparação e o descanso com água por um ou dois dias - coberto por um plástico preto - são mais importantes, por exemplo, do que o uso de uma boquilha importada.
“A partir de agora, ou se trabalha sério, ou será jogado para fora do mercado. Não adianta fazer uma peça linda, sem os cuidados básicos, que chegando ao Inmetro será reprovada”, disse.
Segundo ele, medidas simples podem reduzir os gastos na produção. “Uma recolocação do cavalete da maromba, bem orientada, tem como resultado uma diminuição de até 30% no consumo de energia elétrica”, informou.
Outra sugestão dada aos participantes foi a perfeita manutenção e equilíbrio de todas as peças. “A regulagem da boquilha, assim como outras ferramentas e insumos colocados nas máquinas durante a extrusão, são a sintonia fina da produção. Isto é, elas só podem ser orquestradas depois que se garantiu a preparação da massa adequada e os ensaios necessários”, completou.
Apontada pelos participantes como diferencial, a discussão prática dos conteúdos e a troca de informações enriqueceram o material apresentado, possibilitando novas perspectivas, reflexões e projetos.
“Há sempre muitas experiências de ceramistas que conseguem, sozinhos e fora das normas internacionais, um resultado surpreendente no produto. O problema é que ninguém sobrevive a uma grande concorrência com mercados mais organizados e fortes. Por isso, é preciso arregimentar e produzir segundo normas que poderão incluí-lo automaticamente em mercados cada vez maiores”, finalizou.
SOLENIDADE DE ENCERRAMENTO-VISITA À ESCOLA SENAI MARIO AMATO, PRÊMIOS DESTAQUE E SHOW

Parte integrante do Encontro Nacional, a visita à Escola Senai Mario Amato apresentou o maior centro de formação do setor aos ceramistas brasileiros. No espaço foi possível conhecer os ambientes onde são ministrados ensaios e aulas sobre produção, composição, regulação e testes dos produtos cerâmicos.
“É um privilégio ter estudado aqui e agora ser ceramista. A Anicer acertou nesse relacionamento com o Senai”, disse o proprietário da Cerâmica Florália (PR) e ex-aluno, Hemel Zander de Liz.
Para o ceramista Guerino Butze, o laboratório de testes de blocos cerâmicos foi algo novo. “Não temos nada assim em nossa região. Isso é muito precioso para quem busca um melhora na qualidade de produtos. É um privilégio termos conhecido esta escola e ter a possibilidade de usufruir de parcerias com o Senai”, disse.
Vencedores são conhecidos
Os ganhadores do Prêmio Destaque Anicer 2004 foram conhecidos durante a Solenidade de Encerramento do 33º Encontro Nacional. A cerimônia foi aberta com um vídeo que homenageou os melhores momentos dos Encontros, personalidades e teve ainda o show com o grupo de percussionistas Ilú Oba.
Para agradecer o apoio recebido, a Anicer criou o Troféu Grandes Parceiros, uma homenagem às instituições que muito fazem pela cerâmica vermelha brasileira. Nesta edição de 2004, foram homenageados o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e Senai - Departamento Nacional.
Na ocasião os vencedores do Prêmio Destaque 2004 foram anunciados pelo presidente da Anicer, César Gonçalves, e o Vice-presidente do Sindicato da Indústria da Cerâmica de São Paulo, Sylvio Alves de Barros Filho. Na categoria Ceramista, Empresário ou Pesquisador venceu Paula Regina Marchi de Souza, homenageada por sua competência e ousadia no setor.
“Qualidade, o caminho é pensar sempre na qualidade. Se você for pequeno, tiver poucos recursos, mas tiver qualidade, ninguém te derruba. Também não se pode ter medo de mudar. Eu consegui o primeiro registro de bloco cerâmico do País. Foi uma vitória, mas parei de produzir depois de seis meses, porque o mercado não me oferecia uma rentabilidade boa. Fui fazer telhas e hoje faço tubos. E continuarei mudando se isso for necessário para alcançar o resultado e a solidez que desejo dentro do mercado”, disse Paula, da Cerâmica Maristela, Leme (SP).
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas conquistou o prêmio na categoria Instituição, Cerâmica ou Empresa. “O trabalho do Sebrae na cerâmica vermelha é de tentar agrupar as pessoas sempre respeitando as características de cada local. Os grupos se formam por afinidade pessoal, nos negócios ou na necessidade do mesmo insumo. Por isso o Sebrae, além de orientar o empreendedor, também respeita as características de cada empresário da cerâmica vermelha no sentido de criar agrupamentos fortes”, disse Elaine Maria de Sant’Anna, da Unidade de Inovação e Acesso à Tecnologia do Sebrae Nacional.
Já na categoria Fornecedor, o vencedor foi o CETEC (Centro Tecnológico da Fundação Paulista). “Desde o início de nosso convênio com a Anicer, já registramos um crescimento no número de ensaios realizados. Isso é um movimento necessário para chegar até o pequeno empresário. É preciso multiplicar e pôr luz nas vantagens de se ter o controle de produção com os ensaios”, disse o diretor do Centro, Enaldo Pires Montanha.
VISITAS TÉCNICAS LEVAM CERAMISTAS À ITU
A excelência na produção usando sempre muita organização e mão-de-obra especializada. Essa foi à impressão e o desafio traçado nas visitas realizadas às Cerâmicas de Itu (SP). A primeira fábrica visitada, a Cerâmica Selecta/Uralita, por ser uma das maiores e mais avançadas do País, possui apenas 60 funcionários e tem sua linha de produção totalmente automatizada.
“Alguns processos são impecáveis. É preciso passar este exemplo para os outros e sanar o que ainda está impreciso”, disse a visitante, Marina Rodrigues Brochado, do Cefet/RJ.
Aconteceram ainda visitas às Cerâmicas Tecbloco e Coração de Jesus. Todas as empresas possuem poucos funcionários, ao considerar-se a mão-de-obra intensiva do setor, muita ou média automação e trabalham para ter o controle rigoroso de toda a sua produção, desde a extração até a embalagem correta dos blocos e telhas cerâmicas para comercialização.
“Receber os ceramistas, estudantes e pesquisadores foi uma grande honra. Nossa empresa é a prova de que um trabalho em equipe, realizado com cuidado durante os processos, pode gerar um produto que atenda plenamente ao mercado. Mais do que mostrar os processos produtivos, apresentamos nosso maior segredo: a qualidade”, confidenciou o gerente Técnico-Comercial da Selecta/Uralita, Carlos André Lanna.
    
http://www.braunas.com.br/noticias/40%C2%BA-encontro-nacional-da-industria-de-ceramica-vermelha-discute-a-sustentabilidade/


40º Encontro Nacional da Indústria de Cerâmica Vermelha discute a sustentabilidade
 16 de agosto de 2011
Ciclo de vida dos produtos e eficiência energética são destaques do evento que espera movimentar R$ 33 milhões.
 O 40º Encontro Nacional da Indústria de Cerâmica Vermelha reúne o maior congresso anual de empresários e também a maior feira de máquinas e equipamentos voltados ao setor na América Latina e acontece de 24 a 27 de agosto de 2011, no Pavilhão de Carapina, em Serra, na Grande Vitória, no Espírito Santo. São esperados mais de 3 mil empresários brasileiros e do exterior, que irão trocar experiências e conhecimentos, além da formalização de negócios.
 O evento, voltado exclusivamente para os fabricantes de blocos, tijolos e telhas cerâmicas, deverá movimentar mais de R$33 milhões em negócios. A diretoria da Braúnas participará do Encontro. A programação abordará diversos temas relacionados ao desenvolvimento sustentável do setor como a análise do ciclo de vida dos produtos cerâmicos, que permitirá conhecer todas as vantagens do material e a eficiência energética nas fábricas, que, se implementada em larga escala, pode gerar gigantescas reduções nas emissões de CO2 no Brasil.
 
Números do setor
Representado pela Anicer – Associação Nacional da Indústria Cerâmica, o setor de cerâmica vermelha brasileira é o principal fornecedor de materiais para alvenarias e coberturas para uso residencial e comercial. O segmento representa 4,8% da indústria da Construção Civil e gera cerca de 300 mil postos de trabalho diretos e 1,25 milhões indiretos. Segundo o IBGE, o setor é constituído por 6.903 empresas, com faturamento superior a R$ 18 bilhões, anuais. Mensalmente, são produzidos mais de 4 bilhões de blocos de vedação e estruturais, e 1,3 bilhões de telhas.

         

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